A primeira referência que encontramos sobre este lugar remonta a 1239, quando em maio desse ano a infanta D. Constança Sanches fez escambo com Joannes Petri, parochiano S. Stephani de Alamquer, dando-lhe uma herdade que tinha no Carril, termo de Alenquer, e outra que tinha na Pipa, do mesmo termo, em troca de todos os bens de raiz que ele possuía no termo de Alenquer e no de Arruda junto ao Poço dos Negros.
Teve um crescimento relativamente significativo entre 1497 e 1527, passando de sete para 16 fogos. Mas no início do século XVIII eram apenas 12.
Em 1911 atinge os 32, vivendo neles 125 indivíduos.
Existe aqui uma capela de Santo António que deve ser muito antiga atendendo à idade da imagem do padroeiro, escultura em pedra do século XV ou XVI, hoje muito degradada. Esta capela pertencia, em meados do século XVIII, à Quinta do Arrieiro, no limite do lugar, hoje conhecida por do Areeiro. Santo António é aqui festejado no dia 13 de junho. A organização destas festas é atualmente da responsabilidade da Associação Recreativa Progresso, Cultura e Desporto do Lugar da Pipa, fundada em 1981.
Na saída do lugar está a Quinta do Chafariz, imponente conjunto arquitetónico com marcas dos séculos XVII e XVIII. Dele se destacam o chafariz que lhe dá o nome à propriedade, o arco, sobre a estrada, hoje alterado, e uma capela de invocação de Nossa Senhora da Conceição, datada de 1674. Foi seu proprietário José de Sousa Pereira, que nela terá nascido, e faleceu em Lisboa em 1689. Filho de Luís Pereira de Sá e de D. Catarina de Sousa, foi fidalgo da Casa Real, doutor em Leis, lente de Instituta, conselheiro da Fazenda, desembargador e comendador da Ordem de Cristo. Nomeado embaixador a Roma, não aceitou o cargo.